Administra tu Blog

¡Crea tu Blog Ya! Fácil y Gratis

Crónicas de una conquista al revés
"Fragmentos de una carioca en Madrid"

01/02/2009 GMT 1

Véu e Saidi

bethaniaguerra @ 18:28

 A dança. Ela está sempre ai, atrás de mim, me chamando. Aqui ou onde for, não posso e não quero fugir dela. Veio a convite da amiga Samya e foi uma linda tarde cheia do carinho dos meus novos amigos e de lembranças dos de sempre... Momento Albaicín, como não...

Está aqui para vocês verem.

Com amor,

Be/ Sechat.

Obama é o bicho

bethaniaguerra @ 15:25

         Pode ser que minhas impressões estejam matizadas pela esperança e a vontade de mudança. Eu sei. Provavelmente vou me arrepender e decepcionar, como todos, nós dentro de alguns meses. Ele não é nenhum Jesus Cristo (ainda que que sua entrada no Capitólio no dia da posse tenha sido montada com um que de Jesus entrando em Jerusalém, ou não? Só faltavam os ramos). Mas hoje, por enquanto pelo menos, eu digo que Obama é o bicho. Estamos todos doidos com esse negão. E não é para menos (além de tudo ele é charmosérrimo, mas isso são outros quinhentos).

         Na solenidade de posse o apresentador pronunciou todo o nome e sobrenomes de Bush, mas curiosamente omitiu o Hussein de Obama. Mas ele não. Fez questão, no juramento de dizer seu nome tão temido. Detalhes? Pode ser, mas não passou desapercebido. Gosto do jeito que ele tem de não esconder o que é óbvio. Ele é descendentes de árabes. E ponto. E isso é um grande trunfo, se ele souber usar, e creio que tem sim inteligência para isso.

          Pode ser piegas, mas me emocionei, e não tenho vergonha de contar, quando ele disse, mais ou menos essas palavras: “um homem cujo pai, há 60 anos, não seria servido em um restaurante, agora está diante de vocês para prestar o juramento mais sagrado. [...] O sonho de Martin Luther King se cumpriu porque o filho desse homem hoje é o presidente dos Estados Unidos. E isso é assim porque todos somos iguais, todos somos livres e merecemos a oportunidade de conseguir a felicidade total.”

           Sei que o tom é muito messiânico. Sei que não somos, nem nunca seremos, todos iguais e livres dentro do capitalismo. Mas mesmo assim, o sentimento de ser negra, e o fato de estar morando longe e cheia de saudade do meu pai negro, (que também viu muitas portas fechadas ao longo da sua vida), a lembrança das palavras de minha mãe branca não me escondendo a verdade, desde pequena, de que eu teria que provar que era melhor duas vezes em tudo, só por ser negra;  me fez sentir emoção e um certo gosto bom de justiça, ao ouvir as palavras de Obama.

           Há uns dois dias o negão deu sua primeira entrevista em cadeia televisiva como presidente. E não foi para o New York Times, mas para Al Arabya, canal com base em Dubai. Tudo bem, pode ser estratégia política, E É, não tenho dúvidas. Mas ele supreende. Disse Obama: “sou descente de árabes, vivi vários anos da minha vida em um país mulsumano. Quero dizer aos mulsumanos que os EUA não são inimigos e aos norte-americanos que entre os árabes há pessoas maravilhosas que só querem o melhor para seus filhos.”

         Sabemos que em muitos aspectos os EUA são sim inimigos. Então é demagogia? Provavelmente. Mas e daí?  Ele tem elementos que, juntos, nenhum outro presidente dos Estados Unidos tinha, tem a experiência real de vida. É negro, decendente de árabes, protestante (será que canta bem? Aí já seria demais! J).

            Ele é diferente, gente, ninguém pode negar. Até o Saramago sabe. Só a coragem desse homem em começar a dizer (e tão rápido) todo o contrário do que se disse até agora, me impressiona. No primeiro dia de governo assinou o fechamento de Guantánamo. No segundo lançou um decreto contra a poluição pelos automóveis. Tudo muito rápido. Até assusta um pouco.

            Ele é muito inteligente, repito, e se conseguir continuar dizendo o que diz, e sobretudo fazendo o que diz... que Deus o proteja e lhe dê guarda-costas perfeitos.   

 

Madrid, 01 de fevereiro de 2008

Bethania Guerra

15/12/2008 GMT 1

Mendigos neoliberales

bethaniaguerra @ 12:45

       Texto escrito originalmente en español, el 28 de noviembre de 2007, Rio de Janeiro, Brasil. Y publicado aquí ahora por motivos que traen estos temas de vuelta a mi corazón.

Mendigos neoliberales  



Hoy, volviendo a casa en el autobús 630, algunas cosas me han llamado la atención.  El transporte pasa por las favelas de Mangueira y Jacarezinho. En Río de janeiro, sea en la zona que fuere, es casi imposible coger un autobús que no pase por una chabola, un barrio muy pobre o alguna comunidad marginada. Aquí, centro y periferia pierden un poco la noción antropo-geográfico.

Es imposible también, en mi ciudad, que pases una semana entrando en autobuses sin que por lo menos en cinco intenten venderte algo. En éste ha habido un desfile de mendigos neoliberales

Seguir leyendo el resto »

11/12/2008 GMT 1

"Martillo rompecristales" - momento prosaico

bethaniaguerra @ 10:18

martillo.jpg  Em minhas viagens de trem diárias, aqui em Madrid, observei uma coisa que chamou muito minha atenção. ´

Há um compartimento que guarda o martelinho que deve ser usado para quebrar os vidros em caso de emergência. Ok. Entretanto, o compartimento é de vidro, ou seja, o mesmo material que deveria ser quebrado usando o martelinho. E embaixo lê-se: " Romper este cristal para acceder al martillo". Com o quê se deve quebrar o vidro que guarda o martelo? E eu entendo, então da seguinte maneira: " arrebente o vidro com a mão, o pé ou uma pedra, para chegar ao martelinho que, civilizadamente, permitirá que o senhor quebre os vidros da janela"...... Ora pois.....

20/11/2008 GMT 1

en la calle

bethaniaguerra @ 14:09

Morar na rua é terrível em qualquer canto do mundo: morador de rua no Rio, com as incipientes enchentes de verão, dormir molhado, com fome e sede; nas ruas de Madrid, com o frio que já começa a fazer, 3, 2 graus de madrugada, e o frio dos semelhantes, que  pode ser ainda maior. Em sua maioria aqui são imigrantes adultos, sobretudo homens, há poucas mulheres porque elas vêm menos (geralmente os homens viajam primeiro prometendo “buscar a família” depois, o que muitas vezes não acontece); negros africanos (subsaharianos, como está na moda dizer aqui, mesmo que venham de outras partes da África...).  Também romenos, ciganos ou não (em geral são ciganos realmente).  E entramos em outro tema.Ando pensando estes últimos dias, que no Brasil a maioria dos “amantes do povo cigano” não tem a mínima idéia da real dimensão do problema cigano na Europa. As chamadas “festas ciganas”, glamourosas no Rio e em São Paulo (sobretudo, e muitas vezes com um pobre ou falso glamour, mas ainda assim glamourosas – mas não é a própria palavra glamour matizada pela falsidade?), são um simulacro capenga de algo que não existe. Tais celebrações, das quais participei e participo (não me eximo do problema, claro esteja) só teriam sentido se estivessem baseadas em um trabalho verdadeiro de pesquisa e divulgação das danças, costumes e problemáticas (porque não) dos povos ciganos. E mais. Se parte da renda obtida (de preferência toda) fosse destinada a projetos de ajuda humanitária e social para populações ciganas na Romênia ou de grupos ciganos favelizados na Espanha. Sei que muitas das festas são beneficentes, e o dinheiro vai para instituições filantrópicas. Mas porque não beneficiar os próprios motivos da festa, que precisam tanto, e cada vez mais?

22/10/2008 GMT 1

Morg

bethaniaguerra @ 23:47

Morg, qué falta me haces, arañando la puerta o ronroneando muy cerca de mi cara. Esperándome al llegar del trabajo y metiéndose en cualquier caja o armario abierto.
¿Me reconocerás cuando vuelva?
Si no lo haces, me muero.

23/10/2008
madrid

Miedo

bethaniaguerra @ 22:56

En España hay un miedo raro a asumir los errores. Todo ese debate sobre la memoria histórica por ejemplo. Borrar la historia no borra los muertos, ni sus desapariciones. Las heridas no se pueden cerrar echándole tierra encima.

Otra cosa que me llama mucho la atención y también tiene que ver con ese miedo, es la dificultad que tienen los medios a decir las palabras "asesino", "violador", etc. Le pillan al hombre con el cuchillo en la mano, la ropa llena de sangre, confesando el crimen, y la mujer muerta en el suelo, pero la notica es "presunto asesino de la mujer...." ¿Cómo que presunto? Vale, hay que esperar las investigaciones. Pero el caso es que aún cuando ya se ha investigado, confesado, en muchos casos sigue el miedo a la palabra. A dar nombre a los hechos. El que más asco me dio fue uno que vi en la tele el otro día. Una chica estaba en el hospital, entre la vida y la muerte, habiendo sido violada por tres "presuntos".
¡Por favor!

22/10/08
Madrid.

sonrisa callejera

bethaniaguerra @ 22:48

Aquí siento el impulso de sonreir a desconocidos. Sobretodo a mujeres negras inmigrantes, con o sin niños. Es como si con mi sonrisa puediese ejercer algún tipo de solidaridad latinoamericana callejera, que sin duda no cambiará la vida de nadie, pero quizás pudiese crear un simulacro de comunión durante pocos instantes. Lo he hecho algunas veces. Y la recíproca no es verdadera en la mayoría de los casos. No recibo de vuelta la sonrisa. Creo que hay algo en el aire, una desconfianza peninsular que se pega con el tiempo a las almas. Ojalá no me pase jamás.

22/10/2008.
madrid

Luso

bethaniaguerra @ 22:43

Habito o território da saudade. Antes a falta da pessoa amada, a nostalgia de um tempo vivido em comunhão. Agora a falta da mátria, da pátria, do irmão. Será que é essa mistura luso brasileira que me fada a ela, à saudade?

16/10/2008
Madrid.

13/10/2008 GMT 1

Gio

bethaniaguerra @ 18:38

Con Gioconda Belli en Casa de América - Madrid ¿Qué decir cuando una ciudad te regala el encuentro con una persona que ha formado parte de tu vida durante días y noches en los últimos 4 años, sin que ni siquiera supiese de tu existencia? Probablemente: muchas gracias. Pues, gracias Madrid, por ese regalo de cumpleaños. La magia existe, la magia de las palabras de Gio, de todos los grandes. La magia de Lavinia e Itzá, de las mujeres fuertes y combativas de cualquier tiempo, la magia del cambio, de la duda, de la incertidumbre y del valor.
Pura magia, conocer a Gioconda Belli.

07/10/2008

Contactar con la autora o autor | Archivo | ¡Crea tu Blog Ya! Fácil y Gratis